segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A ILHA DE SÃO MATEUS E O SÉTIMO BILIONÉSIMO SER HUMANO

Em 1944 a Guarda Costeira americana monta na Ilha de São Mateus, a 300 km do Alasca, uma estação militar. Para servir de complemento à alimentação dos 19 homens estacionados lá são levados 29 alces, que se aproveitavam da fartura de líquen, sua comida preferida, para se alimentar. No mesmo ano a estação é desativada e os homens são trazidos de volta, mas os alces não.

Quando uma determinada espécie encontra condições ótimas de sobrevivência sua população cresce. Não havendo predadores, catástrofes naturais consideráveis ou doenças que afetem de forma drástica o todo da população, a tendência é de que este crescimento continue. Em 1957 os homens retornam à ilha e encontram cerca de 1350 alces, oriundos da abundância em alimentação e da falta de predadores encontrada pelos originais 29 alces. Em 1963 a população já era de 6000 alces.

3 anos depois, em 1966 os humanos volta à ilha e encontram não mais 6000 (ou mais) alces, mas apenas 42 deles - 41 fêmeas e 1 macho, sendo que este era estéril. A população grande demais fez com que o alimento fosse todo consumido, e não pudesse mais se recompor à tempo de ser consumido novamente. Sem alimento, os alces ficaram fracos e não resistiram ao primeiro inverno que passaram sem suas reservas de gordura. Em meados de 1980, os alces estavam extintos na Ilha de São Mateus.

No final de outubro de 2011 o planeta Terra atingiu o número de 7.000.000.000 de seres humanos. Quanto será de líquen que ainda temos? Qual o tamanho de nossa ilha?


O VALOR DAS COISAS

How One Child Changed the World - www.ryanswell.ca
Valor é sempre um assunto recorrente no design. 'O design agrega valor', 'o designer cria valor', 'aumentar o valor percebido é um dos principais objetivos do design'... Mas será possível realmente perceber o valor de um produto, assim como o valor de tudo e de todos por trás dele?

Custo é algo fácil de se determinar - faz-se o cálculo de quanto disso e daquilo será utilizado, quanta energia será gasta, quantas horas máquina, qual a distância de transporte, qual o lucro final ficará para quem produz, transporta e comercializa. Há ainda o valor intangível, algo que é pessoal, dificilmente mensurável. Mas a dificuldade em medir esta intangibilidade é inversamente proporcional à facilidade com que se estipula um preço pela mesma.

Neste contexto, qual produto seria mais importante e, portanto, deveria custar mais? E o valor humano envolvido? Quem teria o maior valor - quem projeta, quem aprova, quem produz ou quem usa um produto? Infelizmente, na sociedade atual este valor humano também pode ser mensurado, e quase todas as pessoas acabam por estipularem também um preço para si mesmas.

Quase todas. Ainda é possível mostrar que o valor não está no preço do que se usa, do que se produz, do que se consome, do seu título... Mas sim na simples iniciativa de se olhar o mundo de uma forma diferente, tirar os antolhos que são impostos e ver que o verdadeiro valor esteve o tempo todo não à nossa frente... mas bem ao nosso lado.

terça-feira, 5 de julho de 2011

FINALIDADES E FUNÇÕES DOS PRODUTOS

Seria quase impossível listar todos os produtos que encontramos à nossa disposição atualmente. Desde simples, como canetas e lápis das mais variadas formas, a mais complexos, como tablets e smartphones. Mas será que eles existem porque se fizeram necessários, ou uma necessidade de utilizá-los foi criada junto com eles?
O desenvolvimento de novos produtos parece levar cada vez mais em consideração os próprios produtos, acrescentando-se cada vez mais funções sem sequer questionar-se se as pessoas conseguirão utilizá-las. Com isso cria-se uma cultura da inutilidade, alimentada pela constante venda da idéia do 'quanto mais melhor'.
Não seria mais interessante buscarmos um mundo em que o suficiente, o eficiente e o adequado seja o senso comum? Raudsepp (1975) apud Csillag (1995) ilustra este problema, que não vem de hoje:
[...] caso dos primeiros dias da Segunda Guerra Mundial , quando tentaram descobrir a tarefa de cinco soldados durante a operação carregar, apontar e disparar um canhão. Foi notado , após filmes em câmera lenta, que um momento antes do disparo dois soldados cessavam as atividades e tomavam posição de sentido durante três segundos. Isso era repetido a cada disparo da peça. Ninguém sabia explicar tal parada, até que um velho coronel, após assistir o filme, concluiu: "Eles estão segurando os cavalos".
Tomara que não precisemos, num futuro próximo, sermos chamados por nossos descendentes para descobrir porque é que existem tantos botões num simples controle remoto de TV...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

COCA-COLA


A Coca-Cola é muito boa no que faz de verdade: branding. Quem é que não se lembra dela presente em qualquer fase de sua vida, nos melhores momentos, nas piores situações, em reuniões com a família e amigos, naquele instante de solidão. O refrigerante? Este é só um detalhe... A sensação estética, emocional, cultural e até étnica que o símbolo, o som e todo seu entorno provocam e continuam a provocar geração após geração é o Santo Graal de qualquer marca. Seu valor estimado é de mais de US$ 70 bilhões, mas trazendo esta noção de valor para proximidade de cada pessoa fica até difícil estimar o valor íntimo que a Coca-Cola tem. Até sem nos darmos conta ela se fez presente, que o diga o uniforme vermelho e branco do Papai Noel... Gostem ou não do sabor, das campanhas publicitárias e do desenho das latinhas e garrafas, ela é e vai ser ainda por muitos anos um dos maiores fenômenos econômicos, mercadológicos e culturais. Parabéns pelos seus 125 anos!

terça-feira, 22 de março de 2011

RECUPERAÇÃO JAPONESA

Hiroshima, logo após a detonação da bomba atômica
Há quase 66 anos atrás o Japão passava por sua maior catástrofe até então - a detonação da bomba atômica em Hiroshima. Após anos lutando na II Guerra Mundial, esta chegava ao fim colocando seu povo de joelhos face a um dos maiores horrores que a tecnologia conseguiu criar. Devastação, dor e, principalmente, humilhação se abateram sobre o povo japonês, que teve ainda de ficar sobre o controle de seu  grande inimigo no momento, os EUA.
Hiroshima atualmente


Uma receita mais do que completa para a destruição de uma nação? Não. Anos depois, ao final do Séc. XX o Japão chegou a se tornar a 2ª economia mundial, invadindo mercados antes  restritos, como o de automóveis nos EUA e na Europa, chegando a dominá-los completamente. Marcas como Honda, Sony, Toyota e etc. são ícones do modo de vida ocidental, e passaram a se tornar exemplos de eficiência e qualidade para todo o mundo.


Sony CDP-101, primeiro CD Player comercial

Sobre os últimos desastres aos quais o Japão foi acometido, não cabe a pergunta sobre SE eles vão conseguir se recuperar... mas sim QUANDO. E o que esta recuperação trará de novo ao mundo desta vez. 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

HISTÓRIA DO DESIGN GRÁFICO

A história do design gráfico possui uma grande quantidade de informações sobre o assunto em si, como também diversos assuntos interdisciplinares que envolvem arte, economia, aspectos sociais, políticos e culturais. Relacionar estes fatos entre si nem sempre é fácil. Doug Leonardo desenvolveu como projeto de graduação um infográfico sobre a História de Design Gráfico "... que consiste na construção de um mapeamento a partir da linha do tempo da história do design gráfico, com base na obra de Phillip Meggs, propõe uma visualização das relações entre os principais aspectos históricos". Desenvolvido em 2010, está disponível tanto para visualização online quanto para download.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

AS RUÍNAS DE DETROIT

"Detroit was once the envy of the world. In the early 1900's it was the heart of the automotive industry the pinnacle of luxury and technology. During World War II it was called 'The Arsenal of Democracy' when factories were retooled to build war machines. [...] Detroit is where the middle class was born and the rich ordered cars made to order." Catherine Fossati






E é assim que Detroit se encontra hoje: em  ruínas. Um dos ícones do capitalismo e da expansão do 'american way of life' durante boa parte do Século XX nada mais é do que um fantasma e, para muitos, uma amostra de onde o capitalismo sem controle pode levar. Momentos de glória de várias eras humanas estão ainda em pé, disponíveis para que gerações possam contemplá-los, estudá-los, compreendê-los.

Em Detroit, a glória financeira e tecnológica de 100 anos atrás se confunde com uma realidade de abandono e descaso do presente, tornando a percepção do tempo distorcida e deixando uma possível lição para a sociedade do Século XXI: o que se faz hoje tem um reflexo direto no que é colhido no futuro, e que as glórias do presente não se tornem, de novo, as ruínas de amanhã.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA BRASILEIRA

"Produção de veículos cresce 1,6% em novembro e já bate recorde: Volume de 3,36 milhões de unidades supera os anos de 2008 e 2009. Exportações caem 6,5% no mês, enquanto importações sobem 12,2%."
Motivo de comemoração? Para quem tem sua renda diretamente relacionada com a produção e com a comercialização de carros, sim. Mas para quem os compra, nem tanto.
Um dado na chamada deste artigo já aponta um alerta: "exportações caem 6,5% no mês, enquanto importações sobem 12,2%". Traduzindo os números, os carros brasileiros cada vez mais se caracterizam por serem produtos com uma qualidade insuficiente para que sejam bem sucedidos no exterior, tornando inviável sua exportação. Por outro lado, veículos vindos de fora vêm chamando a atenção pelo padrão acima (e muitas vezes o preço abaixo) dos nacionais, o que se reflete no aumento das importações.
Vejamos alguns exemplos desta prática nas próprias montadoras 'nacionais': os veículos top comercializados por aqui pelas americanas Ford e Chevrolet, quais são? Focus, Fiesta, Vectra? Não. Seriam Fusion, Edge, Captiva, Omega, Camaro... todos estes produzidos fora do Brasil e importados para cá. Será que a indústria local não tem capacidade de produzir produtos com tal nível de qualidade, tanto de projeto quanto de montagem?
Uma rápida comparação entre um comercial dos anos 80 da Chevrolet e um mais recente, que por sinal remete ao anterior, deixa uma mensagem não intencional bem clara: os carros que eram estrelas do anterior eram os fabricados aqui e podiam ser comprados pela maioria dos consumidores - eram eles Monza, Opala, D-20... A estrela do atual é única, nem sequer é fabricada aqui (vem importada do Estados Unidos), e custa a bagatela de R$ 200.000,00. Esta então seria a 'cara' da atual indústria automobilística nacional: "o melhor que podemos oferecer não é feito aqui e só alguns podem ter...  mas tem os que a gente faz por aqui, eles também andam"?
Pelo menos fica-se com esta impressão ao assistir um comercial tão belo, caro e bem produzido e depois deparar-se com 'maravilhas' tecnológicas e de design que estão sendo vendidas nas concessionárias.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

DEFINIÇÃO DE DESIGN

Design de interiores, design gráfico, design de produto, design de moda... Vários cursos e profissionais de design surgem a cada ano, mas independente de sua localização geográfica e da qualidade de ensino e atuação profissional uma questão ainda costuma ser seu 'calcanhar de aquiles': O que é design?
"Design é uma atividade criativa cujo propósito é estabelecer um conjunto multi-facetado de qualidades nos objetos, processos, serviços e sistemas na totalidade do seu ciclo de vida. Deste modo, o design é o fator central da inovação e da humanização das tecnologias e um fator crucial do intercâmbio econômico e cultural."
Definição de design do International Council of Industrial Design - mais aqui.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

GLOBAL x LOCAL

This is this blog's first english post, and who knows the only one. I'm writing in other language than it's native one (brazilian portuguese) for three reasons: first, I see some people outside Brazil accessing it, so it would be at least unpolite not to write something they can read an understand; second, there's always space for exercising anyone's english; and third, this blog is about design, and therefore I make a question - is there anyone who aims to be a succesful designer and can't at least read in english? If you are, you can't read or understand this, as so the best content and discussions about design all over the world. There is a lot of questioning about globalization, and a world searching for a sustainable society needs to aim local comunities, languages, behavings and production in order to get a well balanced development. But for now globalization is here, and along with all the 'bad' things it brouhgt there's also a lot of incredible stuff: we can now see, talk, or simply write or read what a person thousands and thousands of quilometers away have said or written. Most of the products we consume come from across the world, as the processes used to develop them rarely are local too. So, to end this small 'international' post reminding it's goal, I'll add something to the old and very used quote from the Scotish biologist and town planner Patrick Guedes (dead in 1932, and yet very contemporary): "Think Global, Act Local" - the first step to do so is 'Communicate Global'. (If you can notice any writing mistake, please correct me - as said before this is a training post for me too!)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

LOGOTIPO BIOACCESS

Após cinco anos de existência, chegou o momento de atualizar no logotipo da BioAccess. A marca já é registrada, então as características visuais não podem ser modificadas. Trabalhou-se então nos detalhes do símbolo e do nome da empresa, realizando-se um ajuste fino. Um dos pontos definidos foi a exclusão do hífen no nome, facilitando-se a inserção da nomenclatura correta da empresa principalmente nos meios digitais, como o Twitter e o Facebook e emails. Além disso, o traço aparecia mais como um ruído visual, e sua substituição tornou o conjunto mais limpo. O símbolo foi retrabalhado para reforçar unidade, assim como a tipografia teve algumas linhas harmonizadas e também simplificadas. É importante ressaltar que a idéia era de que o logotipo revisado convivesse com o anterior sem problemas, de forma que não fosse necessário refazer todas as peças de identidade visual da empresa.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

GESTÃO DO DESIGN

Muito se discute sobre design thinking, design management, design oriented company... Uma valorização dos aspectos administrativos e organizacionais do design vem fazendo com que o mesmo seja reconhecido não só como uma ferramenta de estilo, mas também como um fator estratégico para o desenvolvimento de uma empresa. Mas será que o Brasil tem maturidade suficiente na prática do design para que possa discutir a gestão do mesmo? Há uma maneira de incutir um design thinking numa empresa que não realiza nem um design acting? A prática do design não precede qualquer gerenciamento estratégico do mesmo? Estas podem ser várias dúvidas ainda não tão discutidas pelo design management, talvez seja mais interessante tentar respondê-las antes de orientar toda a estratégia de uma empresa para algo que ela sequer compreende na prática como funciona.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

NÚMERO DE FIBONACCI

Será que 10, 100, 1000 páginas escritas conseguiriam expressar de forma tão completa e bela o número de Fibonacci? Se "uma imagem vale mais que 1000 palavras", quantas e quantas delas equivaleriam a idéias e expressões visuais tão bem orquestradas como esta? Às vezes parece até que 140 caracteres não representam uma possibilidade de expressão tão curta assim - o código pra publicação deste vídeo precisou somente de um total de 113 para fazê-lo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

INFORMATIVO APQM

Aqui está uma publicação sendo feita desde a Edição n° 2
para a APQM - Associação Parananese do Cavalo Quarto de Milha. É possível trabalhar com um processo de definição da personalidade visual utilizando-se de qualquer recurso disponível, por mais simples que seja. Este ainda pode vir a ser uma iniciativa exclusiva que torne-se numa vantagem estratégica. Nesta edição foi feito um refinamento estético da publicação, colocando-a como uma peça que transmita os valores da associação e enfatize a contribuição dos associados.

sábado, 21 de agosto de 2010

FIAT MIO

Sempre que são expostas peças premiadas do design brasileiro vemos mesas, cadeiras, sofás, geralmente produtos de baixa complexidade industrial. Será que os designers brasileiros não têm potencial de desenvolverem  produtos industriais complexos passíveis de serem premiados como, por exemplo, um automóvel?






















Seguindo as iniciativas comuns a todos os salões de automóveis pelo mundo afora, todos os anos a divisão brasileira da Fiat apresenta no Salão do Automóvel uma proposta de 'carro conceitual'. O detalhe é que costumam ser propostas 'muito conceituais', que longe de estarem finalizadas parecem sempre estarem a quilômetros da discussão sobre os rumos do mercado automotivo mundial. E o pior, parecem estar ainda mais longe do consumidor. Este ano, no entanto, surge um projeto no mínimo interessante: o FCC III - Fiat Mio. Este projeto parece trazer algo para o Brasil ainda inédito: o uso da criatividade de nossos designers aliada à colaboração da comunidade em geral com o objetivo de apresentar uma proposta que explore a relação das pessoas com o transporte urbano. O que é ainda mais interessante deste projeto é que aparentemente mostra uma maturidade de projeto e de design nunca antes explorada no desenvolvimento de um conceito. Que esta iniciativa da Fiat não seja só a primeira, e que outras montadoras e empresas multinacionais percebam todo o potencial criativo dos nossos designers e passem a desenvolvê-lo e explorá-lo também. Conheça um pouco mais sobre o Fiat Mio aqui

terça-feira, 10 de agosto de 2010

HELVETICA

"Helvetica é um filme independente sobre tipografia, design gráfico e cultura visual global. [...] O filme é uma exploração dos espaços urbanos nas grandes cidades e os tipos que a habitam, e uma discussão fluída com designers renomados sobre seu trabalho, o processo criativo, as escolhas e estética por trás do seu uso dos tipos.[...]" Mais aqui.

domingo, 8 de agosto de 2010

DESIGN VETORIAL ABSTRATO

No Século XIX a grande maioria dos pintores comuns viviam de pintar retratos. Quem encomendava estes retratos tinha a intenção apenas de imortalizar suas imagens.
Repentinamente estes artistas viram seu modo de vida ameaçado por uma tecnologia até então muito menos nobre e 'fiel' do que a pintura, a fotografia. Mas na verdade pode-se dizer que os fotógrafos libertaram os pintores do trabalho de registrar a realidade. Estes puderam passar a poder utilizar formas de expressão por meio da pintura nunca antes exploradas. A pintura abstrata, por exemplo, começou a possuir uma relevância cada vez maior na pintura a partir desta liberdade.
Já a fotografia, por sua vez, também evoluiu para se tornar a base de toda uma tecnologia de reprodução de imagens. A seu tempo, acabou por se tornar também uma forma de arte.





Com o surgimento da informática no Século XX, a fotografia original também pôde se sentir ameaçada pelo crescente número de softwares de manipulação de imagem. Quase qualquer pessoa passou a poder criar o registro de uma realidade 'alterada' pelo computador. Realidade esta que muitas vezes estava (e está) muito longe do que pode ser visto e registrado apenas com os olhos. Ao criticar este poder de intervenção da tecnologia na 'nobreza' do registro da realidade surge uma imediata relação com a reação dos pintores de retratos do Século XIX: esta liberdade em criar realidades não pode ser explorada não só para registrar e alterar o que os olhos vêem mas também criar algo novo, com total liberdade?

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

OBJECTIFIED

"Objectified é um documentário sobre nosso complexo relacionamento com objetos manufaturados e, por extensão, com as pessoas que os projetam. [...] É sobre os designers que re-examinam, reavaliam e reinventam nosso ambiente manufaturado diariamente. É sobre expressão pessoal, identidade, consumismo, e sustentabilidade. [...]" Mais aqui.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

PÔR DO SOL

Tem algo mais belo e fotogênico do que um pôr do sol? O jogo de luz e sombra que aparece todas as vezes que o sol está terminando de se pôr é único. Maiaqui.

LOGOTIPO OU LOGOMARCA?

Uma discussão nada nova, mas longe de ser solucionada. Aqui vai um texto extraído da Comunidade Brasileira de Design Gráfico:
"Logomarca: um erro
Título original: Os termos corretos para o design brasileiro
Por Gilberto Alves Jr.
O design é uma profissão nova e por isso padrões ainda não existem ou estão sendo produzidos e difundidos. Não temos padrão para quase nada, desde salário até saber o que é e o que deixa de ser a profissão. Entre esses padrões que ainda não existem, está o padrão terminológico. Em profissões antigas os termos estão bem claros e não há dúvidas sobre eles, mas no nosso caso, sempre temos que estudar um termo novo para verificar se a utilização dele é correta ou não.
Justamente por causa dessa falta de paradigmas alguns profissionais e professores utilizam e difundem termos que não são os melhores para determinados objetos. Um deles e talvez o mais polêmico é o logotipo. [...]
Logomarca como neologismo
[...] O termo logomarca é formado pela união de "Logo" e "Marca".
Logo, vem do grego Lógos. Significa palavra, uma narração ou pronunciamento, verbo, conceito, idéia. Mas não palavra como esta é falada ou escrita, mas o significado dela, ou seja o conceito. Reforço ainda o conceito de Logos dizendo que o termo "palavra" puro e simples no grego é Lexi.
Marca, vem do germânico Marka. Quando traduzimos do germânico, ou mesmo do português ou inglês para o latim temos o termo Signum, que traduz-se claramente para significado. E mesmo no português, e no uso moderno da palavra marca significa tudo aquilo que uma empresa representa. Sendo assim, logomarca é um termo redundante: significado do significado. Assim vemos porque não podemos utilizar este termo para falar sobre um Logotipo.
Logotipo, um possível padrão
[...] Esta palavra é formada pela união dos termos "Logo" e "Tipo". "Logo", como já foi explicado, significa o conceito, idéia ou significado de uma palavra.
Tipo, do grego týpos. Em inglês traduzimos para type, que para o português significa tipo, gênero; figura; sinal, símbolo; modelo, amostra, maquete. É aí que mora o perigo: é muito mais difícil estudar qualquer assunto em português do que em inglês porque temos muitos significados para uma mesma palavra. Tipo neste caso significa um sinal ou símbolo, uma figura, um desenho. Exemplo: as vogais como "a", são tipos (símbolos gráficos) dos sons que emitimos. [...]
Sendo assim logotipo é: o símbolo visível de um conceito. Este termo é perfeito para o que ele significa pois é justamente o que fazemos. Temos uma empresa cliente que nos dá um conceito (logo) a trabalhar, e nós somos incumbidos a fazer um símbolo gráfico (tipo) para este conceito. Este tipo pode ser somente um desenho, sem nenhuma letra para se ler, ou somente as letras do nome da empresa mas desenhadas de forma que mostrem o conceito. Ou pode ser um desenho e o nome da empresa, juntos, mostrando o símbolo gráfico de um conceito ou logotipo. [...]
O termo correto, sempre!
Como já disse, somos já membros de um corpo de profissionais que sofrem bastante com a confusão que a sociedade ainda faz conosco, por ser o design uma profissão nova. O mínimo que podemos fazer é ser coerentes ao falar de um dos mais importantes ramos de atividade do design que é a logotipia. [...]" clique aqui para ver o texto completo

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

BRAUN X APPLE DESIGN

Um pequeno filme com uma comparação entre os dois casos anteriores de aplicação bem sucedida do design no desenvolvimento de novos produtos. Segundo o próprio vídeo, a Braun teria sido plagiada ou seria uma grande fonte de inspiração para a Apple? Partidarizo mais com a última hipótese, o bom design é bom por si só, não permite cópias.

DESIGN DA BRAUN

A Braun é tida como uma das primeiras empresas a assumir um envolvimento quase que total de seu setor de design com os demais setores da empresa. E isso se refletiu diretamente em toda a forma como a empresa abordava o desenvolvimento de seus produtos e também na maneira com a qual se comunicava com consumidores e sociedade em geral. Berço de designers de renome como Dieter Rams, o design da Braun continua sendo uma forte referência de funcionalidade e conceito até os dias atuais.

ANATOMIA DO DESIGN DA APPLE

Um vídeo sobre o design da Apple. Sem dúvida é uma das empresas que sempre utilizaram o design no desenvolvimento de seus produtos. Não só do refinamento estético característico a todo projeto de design, mas principalmente das vantagens do seu envolvimento desde as fases mais iniciais da criação de seus produtos.

FOTOGRAFIAS

Longe de ser um fotógrafo profissional, a fotografia funciona mais como um exercício do domínio de ferramentas de captura e de expressão visual. Além deste tipo de experiência ter uma enorme importância para qualquer designer, a fotografia entra aqui quase como uma brincadeira, um hobby. Sempre que surge uma bela paisagem como esta e uma câmera está por perto fica impossível não registrá-la!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

DESIGN PRÉ-DIGITAL

Este é o registro de um processo de design nos anos 60. A  grande diferença é que não há o envolvimento do computador em nenhuma das etapas (até mesmo porque ele nem existia). É interessante ver como era o design na era pré-digital e perceber que ele existia mesmo sem a informática facilitando nosso trabalho. Os computadores são uma ferramenta que facilitam em muito a vida dos designers, mas as boas idéias precisam de muito mais do que somente eles para se tornarem realidade.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

TED TALKS - PHILLIPPE STARCK

Para variar um pouco, coloco aqui um vídeo do TED Talks. Assim, dá para conhecermos um pouco mais sobre design. Neste vídeo,  Phillippe Starck fala de forma bem profunda sobre o design, com direito às suas opiniões pessoais sempre controversas. Vale a pena conferir este e outros vídeos no site, principalmente porque a maioria deles já têm legenda em português disponível.

domingo, 1 de agosto de 2010

FINAL DE ANO 2007 BIOACCESS

O desafio de final de ano da Bio-Access era atingir os parceiros e clientes com algo simples, criativo e com algum significado. Ah, e além de tudo, barato. "E dá para fazer alguma coisa?" Com criatividade sempre dá! O resultado foi este pequeno cartão compondo um kit com uma caneta e um pacote de sementes de árvores nativas, tendo no verso as instruções para seu plantio. Assim, plantando uma árvore a lembrança da Bio-Access ficaria viva junto com ela.
   

sábado, 31 de julho de 2010

ÉVELIN SAID - BLOG & TWITTER

Dando seqüência à definição da linguagem visual de Évelin Said, partimos para a sua presença na internet. Começando por algo simples, um Blog e também um padrão de identidade para o Twitter. Este é o resultado, um trabalho focado nas cores, um dos maiores pontos de destaque de sua identidade, porém sem deixar de lado o seu logotipo. A imagem de fundo foi escolhida pela sua relevância, e trabalhada para para que ficasse condizente com o padrão de cores definido na identidade visual.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

APLICAÇÕES ESTROFE

O esforço de fixação de uma determinada marca pode se dar de forma mais profunda se esta interagir com imagens e objetos conhecidos do público. E esta foi a intenção aqui: além de mais uma vez 'brincar' com o logotipo da Estrofe, reforçar sua percepção aplicando-o a objetos reais ligados ao cotidiano do trabalho da empresa. Quem sabe as imagens atraiam tanto a atenção que a Estrofe não desenvolva estes produtos também?

TWITTER ESTROFE

Uma identidade visual tem que se espalhar por onde quer que seja necessário. E o twitter está muito longe de ser uma exceção, tem se tornado cada vez mais uma regra não só possuir um perfil, mas fazer com que este esteja alinhado com todo o conceito de uma marca. E aqui está o perfil da Estrofe! E já que a proposta da empresa é diferente, por que não brincar um pouco com o conceito de background?